Escolho o ódio

Vi o ódio
Olhei-o nos olhos, encarei e baixei a cabeça
Forte, seguro e nítido,
Cruel e dissimulado
O que eu vi?

Vi a maldade
Agora, sei que diziam a verdade
Indestrutível e indissolúvel,
Competente, infalível.
O que foi visto?

Mas aqui misturo os dois. E confundo.
Misturo meu ódio à maldade alheia.
O competente é a maldade
O ódio é caos
O infalível é a maldade
O ódio a isso é o que nunca deve ser dissolvido.

Vi ambos
Maldade real e de uma pequenez indescritível.
Calma, fria e instigada
Maldade que não se permite explosões
Detem o controle
Pisa, humilha
O ódio, apenas vislumbrei,
Sua face não me é estranha,
Já o havia visto de relance

Num espelho, será?

Maldade com ou sem limites?
Torço para nunca descobrir a resposta.

Um comentário:

É comigo??? disse...

Pra mim a condição da bondade é a impossibilidade de fazer mal mesmo em retribuição; sendo assim somos inerentemente maus, mas controlados por convenções sociais e religiosas!
Sinceramente me identifico e respeito seus textos por que eles me dizem de mim mesmo por seus meios.
Acho agressivo,turbulento,cru e vejo verdade e sinceridade nas suas linhas!
Só espero que poste com mais frequencia!
Abração pra vc, e o elogio foi muito apreciado mesmo!

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